quarta-feira, 8 de abril de 2015

Assessoria - Matéria Publicada no Site Guiart

Black music, samba, jazz e bossa em show de Filó Machado

   Cantor, compositor, multiinstrumentista, arranjador e produtor. É a vez dos paraenses de desfrutar ao vivo, todo o swing da música de Filó Machado. O show, que acontece nesta sexta, 11, no Teatro Margarida Schivasappa, traz pela primeira vez o músico a Belém. Filó promete uma noite recheada de muita black music, sem deixar de passear pelo bom samba, jazz e bossa nova.  

   No repertório, sucessos autorais como: “Quero Pouco, Quero Muito”, “Perfume de Cebola” e “Jogral”, essa última em parceria com Djavan, ao lado de inéditas como “Marco Zero”, “Quatro Espíritos” e  “L' Habitant Du Ciel”, de seu último disco que contou com a participação dos músicos Kenny Barron, César Camargo Mariano, Romero Lubambo, Steve Turre, Gabriel Grossi, Nilson Matta, Daniel Santiago, Paulo Braga, Teco Cardoso & Daniel D’Alcântara.

   Amanhã, 10, dia que antecede o show, Filó Machado abre seu baú de experiências, para dividi-las e trocá-las com os músicos paraenses. No bate-papo, que começa às 17hs no cine Líbero Luxardo, ele conversará sobre sua carreira, sobre os desafios de fazer música no Brasil e sobre sua experiência internacional. O bate-papo é aberto a músicos, compositores, cantores, artistas, imprensa e público em geral.


Swing brasileiro pelo mundo


   Filó é famoso no meio musical pelo suingue que dá as suas canções, assim como pela pessoalidade com que interpreta músicas de outros artistas. Natural de Ribeirão Preto, ele não tardou a conquistar o mundo. Suas composições foram gravadas nos EUA, Japão, Canadá e Europa, por onde tem feito turnês desde 1985. Filó participou de vários festivais internacionais de jazz, como o de Cannes, onde fez a abertura do show da cantora norte-americana Nina Simone.

   Em uma dessas ocasiões, em Paris, conheceu o pianista e maestro francês Michel Legrand. Famoso pelo Oscar que ganhou com a música "Verão 42", Legrand estava na platéia do show de Filó e, impressionado, convidou-o para uma apresentação em conjunto. O artista ainda compartilhou o palco com Alaíde Costa, Rosinha de Valença, Leny Andrade, Joyce, Djavan, Fátima Guedes e Jon Hendricks, entre outros.

   Em 2000, lançou o CD “Cantando um Samba, pela gravadora Malandro Records (Ohio – EUA). Nesse ano, o público norte-americano foi quem mais apreciou a sua música. O disco colecionou elogios da crítica especializada de jazz e de world music, em publicações de prestígio como as revistas Down Beat, Jazziz, Jazz Now e Rhythm. Esse mesmo álbum foi indicado ao Grammy 2000 como melhor álbum de jazz latino.


Confira um vídeo de Filó Machado

De volta

   Quem abre o show de Filó Machado é a cantora paraense Letícia Secco. Após 3  anos de estudos para a conclusão de seu Mestrado na cidade de Juazeiro na Bahia, Letícia retorna a Belém. Com o projeto de gravação de seu segundo CD intitulado “Samba que eu conto”, ela traz na bagagem toda experiência musical adquirida em anos de trabalho e pesquisa. No repertório muita MPB, bossa e samba.

   A cantora paraense iniciou seus estudos musicais aos 6 anos de idade, com aulas de musicalização e canto coral no Conservatório Carlos Gomes. Desde então não parou mais de estudar e de encantar públicos, com sua interpretação e repertório expressivos. Letícia ficou conhecida nacionalmente através do Concurso de Novos Talentos do Faustão na Rede Globo. Depois disso, dividiu palco com cantores nacionalmente consagrados, como: Zé Renato, Oswaldo Montenegro, Marina Lima, Flávio Venturini, entre outros.

Texto (com alterações): Patrícia Teixeira/ Assessoria de Imprensa


Serviço:

Filó Machado Trio em Belém


Bate-papo com o artista
Data: 10 de junho (quinta-feira)
Local: Cine Líbero Luxardo, do Centur – Av. Gentil Bittencourt, 650
Horário: 17h
Entrada franca


Show

Data: 11 de junho (sexta-feira)
Local: Teatro Margarida Schivasappa, do Centur – Av. Gentil Bittencourt, 650
Horário: 20h
Abertura: Letícia Secco
Ingresso: R$ 20,00 (meia entrada para estudantes), à venda na Loja Ná Figueredo - preço promocional de R$ 15,00 para os primeiros 100 ingressos.


Patrocínio: Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves
Realização: 3L Produções Artísticas & Eventos
Informações: (91) 3224-8948/ 3202-4316 
http://www.guiart.com.br/noticias_interna.php?id=258&cat=MP

quarta-feira, 16 de março de 2011

segunda-feira, 8 de março de 2010

Que venha o Dia Internacional das Mulheres!!!


"O segredo de dirigir é a colaboração", assim Kathryn Bigelow encerrou seu discurso após ganhar o Oscar de Melhor Diretora na madrugada de hoje, dia 08 de março, por coincidência dia internacional da mulher. Kathryn passa pelo tapete vermelho deixando sua marca, pois por mais que outras mulheres ganhem a estatueta de melhor direção, só Bigelow será a primeira.

Com muito trabalho, esforço e auxílio, Kathryn conquistou o prêmio marcando a história da indústria cinematográfica. Sem apoio financeiro, e produzindo um filme considerado independente, Kathryn e sua equipe mostraram que é possível sim, fazer produções a partir de boas idéias, criatividade e empenho, apesar do pouco dinheiro.

E assim, o filme "Guerra ao Terror", leva 6 de 9 indicações ao Oscar 2010. Incluindo o de melhor filme, desbancando assim o sucesso de público, mas não de estatuetas, Avatar.


Outras premiações...

E as surpresas não pararam por aí. Na categoria de melhor atriz, Sandra Bullock levou a estatueta que disputava com as atrizes consagradas Meryl Streep e Helen Mirren, e as novatas Carey Mulligan e Gabourey Sidibe - esta, sendo uma revelação, por sua perseverança, humildade e competência. Muitos davam como improvável a estatueta nas mãos de Sandra Bullock, por ter no dia anterior ganhado o framboesa de ouro, como pior atriz, pelo filme "Maluca Paixão". Ela, que sofreu preconceito por atuar em produções de comédia-romântica, mostrou em sua primeira indicação ao Oscar, que é ótima atriz, independente do gênero.

domingo, 26 de julho de 2009

Todo o Swing do Golfe

O esporte que movimenta mais de 500 milhões ao ano

Por Patrícia Teixeira

Roberto Oya, 1º lugar no ranking estadual, em posição de stance
Taco, bola no ar e swing. Você pode achar estranho, ou ao falar em taco e bola, pode pensar logo no baseball. Swing? Será que é um baseball, ritmado, dançado? Não, nada disso. Apesar de pouco difundido e por isso a não associação, tacos e bola também são equipamentos utilizados no golfe, onde o swing é nome que se dá ao balanço que o corpo faz ao dar a tacada.
O esporte que vem crescendo nos últimos anos e que hoje, segundo a Confederação Nacional de Golfe têm 25 mil adeptos no Brasil, movimenta cerca de 500 milhões ao ano no país. São 107 campos construídos atualmente, com previsão de 40 novos projetos de campos, ligados principalmente a resorts no Nordeste.
No Pará, segundo Acy dos Santos, 71, presidente da Federação Norte de Golfe, existem 200 jogadores que praticam em quatro campos no estado, situados em Belém, Castanhal, Capanema e Tomé Açu. A Federação que existe há 10 anos, e da qual Acy é um dos fundadores, é responsável por organizar campeonatos, manter calendários e supervisionar todas as atividades referentes ao esporte no estado.
Segundo Acy há seis Federações no Brasil, e a do Pará é a quarta em fundação e importância. Os reflexos do crescimento do esporte no país já podem ser sentidos no estado. Segundo o presidente, o esporte é bem visto na sociedade, e por conta disso sempre há patrocínio para campeonatos.
No estado do Pará, a SEEL - Secretaria de Esporte e Lazer auxilia com o incentivo governamental, vários esportes. Segundo Mauro Bittencourt, 47, técnico da secretaria, a elaboração, criação e a avaliação de projetos na área de esportes são algumas das responsabilidades da secretaria.
Observa-se que esportes como o futebol, “paixão nacional”, recebem apoio do governo do estado, mas e esportes de pouca popularidade como o golfe? Segundo o técnico da SEEL Acássio Lima, 52, a secretaria procura atender o máximo de solicitações possíveis, independente da projeção do esporte. “Com a crise, o orçamento destinado às Secretarias do governo diminuiu, mas isso não vai impedir que possamos incentivar o esporte”, afirma Acássio.
Há quem afirme que o esporte continua sendo elitizado. É o que diz Lúcio Hacknhaan, 55, professor de educação física e técnico da SEEL. Segundo ele o esporte só cresce devido a iniciativa privada. “A não ser que haja uma mobilização para a popularização do esporte, o único caminho que vejo para um orçamento governamental maior, dedicado ao golfe, é através das leis de incentivo ao esporte”, afirma.
A prática do esporte a princípio é considerada cara. Um conjunto de equipamentos para iniciantes, envolvendo 14 tacos, sapatos com solado de trava, luvas, bolas e bolsa, custa em média 2mil reais. Para atletas pode custar mais de 5 mil.
Os equipamentos são importados e não há nenhum tipo de incentivo fiscal com redução de taxas de importação. No Pará, a dificuldade em conseguir os equipamentos é maior, já que não há lojas especializadas no estado. Mas esse recurso pode ser considerado um investimento a longo prazo, pois diferente da maioria dos esportes, os equipamentos de golfe duram de 10 a 15 anos. Segundo Acy, a maioria dos jogadores praticam o esporte com recursos pessoais e os patrocínios geralmente são para arcar com as despesas estruturais dos torneios.

Personalidade – Depois de anos sem nenhum brasileiro conquistar projeção no esporte, eis que surge Angela Park. A paranaense de 22 anos, já chegou a ficar entre as 10 melhores do mundo, conquistando a 3º colocação no torneio HSBC Women´s Champions de Singapura. A brasileira, com dois anos na liga profissional, conseguiu embolsar mais de 2milhões de dólares.

Roberto Oya, sendo observado ao efetuar uma tacada, podemos ver a finalização do swing


Pará - Há quem busque no esporte o alívio de tensões, stress, ou mesmo conviver com pessoas interessantes. É o caso de Roberto Oya, 46, analista de sistema e vice-presidente técnico da Federação Norte de Golfe. Roberto atualmente é o 1º lugar do ranking no estado, e pratica o esporte há 19 anos. “Estar no ranking é uma satisfação, de uma disputa amigável. Uma forma de motivação para melhorarmos nosso jogo”, afirma.
Segundo Roberto o fato de estarem muito longe dos grandes centros (São Paulo, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul) e de as passagens aéreas não serem baratas, dificulta a projeção de jogadores paraenses em nível nacional. Há dificuldade em participar com muita freqüência dos torneios válidos pelo Ranking Nacional, então praticamente não tem como competir com outros estados. “Não somos melhores que esses estados, mas temos alguns jogadores que conseguem jogar bem e até melhor. Mas eles têm mais estrutura, mais torneios, profissionais de golfe que dão clínica e por isso são melhores”, afirma Oya.
A Federação tem o seu campeonato anual, que este ano segundo Roberto, será realizado em Tomé-Açú em comemoração aos 80 anos da imigração japonesa no Estado do Pará, onde esperam cerca de 100 participantes, do Estado do Pará, Amazonas e alguns jogadores de São Paulo e do Rio.
Para praticar o esporte não há idade, basta que se saiba andar, segundo Roberto. É preciso também postura, e preparo físico, é indispensável alongamentos antes e depois da prática do esporte. Para quem quiser aprender mais sobre o esporte pode procurar qualquer clube de golfe, e solicitar mais detalhes. Segundo Acy, o clube auxilia nos primeiros meses de adaptação, mostrando as técnicas, emprestando material e acompanhando o processo de aprendizagem do jogador.


DICIONÁRIO DO GOLFE

Albatroz: acertar o buraco com três tacadas abaixo do par estabelecido.
Approach: tacada que leva ao green.
Air shot: errar completamente a bola ao fazer o swing.
Birdie: acertar o buraco com uma tacada abaixo do par.
Bogey: acertar o buraco com uma tacada acima do par.
Bunker: bancos de areia que servem como obstáculo.
Caddie: carregador de tacos.
Chip Shot: tacada curta, perto do green.
Drive: primeira tacada a partir do tee.
Driver: nome do taco usado para tacadas de longa distância, usado para a saída.
Divot: pedaço de grama arrancada com a cabeça do taco ao bater na bola.
Eagle: acertar o buraco com duas tacadas abaixo do par.
Fairway: região no centro do campo, entre o tee e o green.
Green: área onde fica o buraco, onde a grama é fina, compacta e aparada rente ao solo.
Hazzard: obstáculo (de água ou areia).
Handicap: tipo de pontuação que mede o aproveitamento de cada golfista, sendo subtraído do total de tacadas. É usado para igualar dois jogadores de níveis diferentes.
Hole: buraco sinalizado por uma bandeira colorida.
Hole-in-one: acertar o buraco com uma única tacada.
Iron: taco de ferro, usado para jogadas curtas.
Macht-Play: modalidade em que a equipe vencedora é a que acerta o maior número de buracos.
Out of Bounds: terreno considerado fora de campo. O jogador é obrigado a repetir a tacada, do local onde bateu, perdendo uma tacada.
Par: referência da média de tacadas para embocar a bola em cada buraco. A soma dos pares dos 18 buracos é o par do campo.
Putt: tacada no green para atingir o buraco. O taco para esse tipo de jogada chama-se putter.
Putter: taco específico usado para no putting green, ou seja, para colocar a bola no buraco.
Rough: local de grama mais alta e difícil de jogar, geralmente perto de árvores e arbustos.
Scratch: partida onde não há desconto de handicap.
Stance: posição do jogador na hora da tacada.
Stroke-Play: modalidade em que vence o jogador que cumprir os 18 buracos com menor número de tacadas.
Swing: balanço do corpo para dar a tacada.
Tee: local onde é dada a primeira tacada em cada buraco. Também é o nome do pino de plástico que sustenta a bola na primeira tacada.
Wood: taco usado para jogadas de longa distância. Tem esse nome pois sua cabeça costuma ser de madeira.
Yards: jardas. No golfe, as distâncias são medidas em jardas. Cada jarda equivale a 91,4 centímetros.

Fonte: Confederação Nacional de Golfe

O Jogo - A dinâmica do golfe é simples: ganha o jogo quem completa o percurso de 18 buracos em um número menor de tacadas. No meio do caminho, o jogador pode se deparar com obstáculos como lagos, por exemplo. Se a bola cair num hazard de água, o jogador levará uma tacada de penalidade e terá de jogar outra bola de um local próximo da margem do lago. Se a bola sair dos limites do campo, marcados por estacas brancas, também levará uma tacada de penalidade e terá de repetir a tacada do lugar original.
No golfe, há o sistema de handicap, que serve para nivelar jogadores de diferentes categorias. O handicap costuma ir de 0 a 36 e indica o total de tacadas que deverá ser subtraído da soma total de tacadas efetivamente dadas para completar o percurso.
O handicap index (índice que serve para determinar que handicap cada jogador terá em determinado campo) é estabelecido pelas federações de golfe. Cada vez que o golfista joga uma partida, é obrigado a submeter o seu resultado ao clube, que o repassa à federação. Desta forma, é possível estabelecer uma média dos resultados do jogador e, assim, chegar ao handicap index dele.
Ps.: Última matéria produzida nas cadeiras da academia de jornalismo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Entre Lençois

Meu deixou sem comentários, me percebi dentro dele em alguns momentos, não querendo me comparar a Paola, longe de mim. Mas a personagem...o fato de mesmo maduras, nos atroperlamos em momentos de infantilidade, onde só o que precisamos é de colo. O fato de mentir ou omitir, só pra não ficar por baixo, onde o que realmente desejamos é nos jogar nos braços do amado. Mas há uma série de regrinhas que não nos permitem fazer isso; não beijar no primeiro encontro, transar então...nunca, deixar ele saber que se está apaixonada(pelo menos, não até ele dar o indício de que também está). Sempre mostrar segurança em si. No filme Paula, é uma mulher que ultrapassa muitos limites, limites meus, e que muitas mulheres já deixaram de lado a muito tempo. Como estamos falando de mim, e das minhas impressões, quero deixar bem claro para os homens e mulheres que estão lendo, que nem todas as mulheres são desse jeito (para alívio da torcida masculina, rs). Mas continuando...mesmo sendo uma mulher onde os limites não são iguais aos meus, ou melhor, que voou mais alto, e ultrapassou limites que talvez eu ultrapasse um dia; apesar disso me identifiquei com ela. A briga gostosa por nada, para poder voltar com tudo; o querer e pronto, o pulso forte, mas ao mesmo tempo a indecisão, a delicadeza, o querer colo, o querer se encontrar, não querer tirar foto, mas depois tirar...rsrsrs, ficar sem graça ao receber elogios, ser de um jeito, para mudar completamente depois.

O final do filme me deixou stressada, mas enfim, se fosse na vida real, seria tão dificil quanto, e talvez com o mesmo fim.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Setes coisas que aprendi e não dá pra esquecer.

Rosas! Dizem que sempre fica o perfume ao serem ofertadas
Oléo!Por mais líquido, não consegue se misturar a água
Gestos! Ficam marcados por mais que não se tenha intenção
Estima! Não se compra, se conquista
Risos! São a melhor prova de amor que alguém pode me dar
Impaciência! Aprendi a controla-lá, mas conto até 100
Obrigado! Palavrinha mágica que resume o hoje.

Hombres

Hay hombres que luchan un día
y son buenos.
Hay otros que luchan un año
y son mejores.
Hay quienes luchan muchos años
y son muy buenos.
Pero hay los que luchan toda la vida:
esos son los imprescindibles.


Bertolt Brecht

quinta-feira, 5 de março de 2009

8 de Março

Estamos longe de sermos perfeitas. Somos humanas e vivemos inúmeras contradições. Queremos o sucesso profissional tanto quanto sonhamos ser correspondidas no amor. Educamos nossos filhos enquanto tudo o que precisamos é do colo de nossas mães. Queremos ser simples, mas estamos sempre alternando papéis complicados. E no meio de tanta correria, como tornar nosso dia ainda mais especial? Talvez o que a gente precise perceber é que não existe fórmula pronta, pois por mais que pareçamos iguais, somos muito diferentes, cada uma com seu jeito especial. Cada uma com seu algo a mais, que não está nos sapatos novos, no emprego que temos ou como os outros nos enxergam. Algo que não muda com o tempo ou com a situação. E nos faz cada vez mais únicas e especiais. É o simples fato de sermos mulheres.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A Vida é Um Arco Iris


Já parou para pensar que as cores além de estarem presentes em tudo, marcam momentos importantes de nossa vida? O ano novo está chegando, alguns acreditam que o branco é a melhor cor para se usar nessa passagem. Por que? Uns acreditam que seja por significar paz, pois é essa amiga distante, que muitos anseiam a espera de um vida menos complicada, menos cheia de problemas.

Mas se pararmos para pensar, o ano é repleto de cores. Cores de momentos específicos.

Quando nascemos, no sétimo dia é comum nos vertirem de vermelho, antigos acreditam, que a cor significa vida, e marca os sete dias de nascimento que são importantes, para o fortalecimento espiritual do bebê.

Ainda na infância as cores rosa e azul marcam o que caracterizam como a simbologia do gênero da criança. Meninas, rosa; meninos, azul.

Dizem que "gosto não se descute", "o que seria do azul se todos gostassem do amarelo". Essas são só algumas das frases que exemplificam a forma como cada cor é puculiar a cada indivíduo.

Conforme vamos crescendo as cores vão fazendo parte de nossas vidas, nosso gostos, preferências, paixões, amores. E por falar em amores, o vermelho simboliza as paixões, os amores. Por que? Acho que faz referência ao coração, sangue, sei lá, semioticistas, help!

Mas voltando as cores... ainda na infância, somos marcados pelo branco, que além da paz outrora citada, representa a pureza, purificação do pecado original, marcados pelo sacramento do batismo, da primeira eucarístia, e da crisma parte da doutrina da igreja católica.

Na passagem da da adolescência para a fase adulta, são as cores do anél de formatura que entraram na nossa vida, com seus azuis, vermelhos, verdes, etc.

O casamento está em parte indefinidada, hoje não existe mais idade para o fato, que pode ou não vir a ser fato. Enfim, o básico é branco, mas como gosto não se descute...

Entre várias cores, vários momentos, várias situações, vários sentimentos, dizem que agente, nasce, cresce, reproduz e morre(ou essas seriam as caracteristicas das plantas), bem não sei, mas o fato é a presença constante das flores. Mas infelizmente chega o dia em que não poderemos mas enxergar essas cores, mas nossos entes queridos, amigos, amores, parentes, escolheram ela por nós. Seja preta, roxa, ou a cor que expressarmos querer, ainda assim, a cor fará parte da última homenagem feita para nós.

Por isso, eu amo o arcoíris, ele sim, expressa a história de cores de nossas vidas. Mas e você? Qual sua cor preferida?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Verdade ou Mentira?

Ilustração: Fernando Brito


Lendas enriquecem imaginário popular e ganham corpo na voz de paraenses.


Conhecida como a capital do Círio de Nazaré, Belém, È conhecida nacional e internacionalmente por esse momento de fé. Mas e quando passa-se a crer no inacreditável?

É quase impossível, andar pelos bairros da cidade, e não encontrar pelo menos uma pessoa em cada um, que tenha vivido tempo o bastante, para acreditar ter visto ou ouvido falar em histórias que deixariam qualquer cabelo em pé. Matinta-perera, Cobra Grande, Mulher do Táxi, Procissão das Almas, são só algumas, das lendas urbanas mais conhecidas da cidade.

As lendas urbanas são tão conhecidas que renderam material rico para o livro “Visagens e Assombrações de Belém, do escritor Walcyr Monteiro. Entre elas a lenda da moça do táxi, que se encontra entre as mais conhecidas.

Moça do Táxi - Diz a lenda que todo ano na mesma data, uma moça faz sinal para um táxi, e pede para ser deixada no cemitério Santa Izabel, ou nas proximidades da Av. Nazaré. Quando chega ao local de destino, diz que está sem dinheiro e pede para o motorista ir cobrar no dia seguinte, em um endereço que ela deixa com ele. O motorista ao chegar na casa, pergunta pela moça mas os residentes da casa dizem que não mora nenhuma moça ali. O motorista olha para um quadro na sala e aponta como sendo a moça que pegou o táxi com ele no dia anterior. O homem que se identifica como pai da menina na foto, diz que era sua filha, e que ela havia falecido um ano antes.

Essa lenda é contada sob várias versões, dizem que o pai só se assustou na primeira vez. Taxistas tem certo receio de parar perto do cemitério ou na Av. Nazaré, rua próxima da casa onde a moça morava, em determinados períodos do ano.

Mulher de Branco - Raimundo Costa Filho, 86, já morou em vários bairros de Belém, já ouviu muitas histórias, já tentou presenciar várias. Mas toadas às vezes descobre que o mito, não passa de pessoas querendo colocar medo em outras. Raimundo conta, que na época de Magalhães Barata, abrigou um dos amigos militares do governador. Já estava tarde, quando ele resolveu voltar para casa, que ficava na Av. Tavares Bastos. Como na Època não existia muitos meios de transportes, ele foi caminhando para a casa. Sendo advertido por todos para não ir, pois existia uma mulher de branco que era avistada todas as noites no canto da travessa Pirajá. Mas não adiantou, o militar disse que isso não existia, e seguiu em frente. Ao se aproximar da travessa, viu de fato uma mulher toda vestida de branco, com os cabelos jogados a frente do rosto. O militar não teve medo, tirou a arma da cintura, e perguntou. “Se você é uma alma vagante, volte de onde você veio, se não é, se declare, senão eu meto bala”. Segundo Raimundo, o militar disse que a mulher tirou os cabelos do rosto, e falou que morava perto do local, e que fazia isso porque gostava de meter medo nas pessoas.

Procissão das Almas - Meire Piveta, 36, moradora do bairro do Tapanã, afirma ter sido acordada no meio da noite por uma procissão que rezava em frente a sua casa. “Eu estava dormindo. Por volta três horas da manhã„ minha campainha tocou, eu levantei e bati na casa da minha vizinha, e pedi para ela ficar com meus filhos. Disse a ela que eu precisava ir atrás da procissão, que estava naquele momento dobrando no fim da rua da minha casa. A vizinha saiu, olhou e não viu procissão alguma. Mas eu afirmei que eu estava vendo e que eu precisava ir, foi então que de repente eu me espertei, e não vi mais nada. Chamei o guarda vigilante e pedi para ele dar uma olhada no fim da rua. Depois de alguns minutos ele voltou e disse que não viu ninguém”. Diz Meire.

Dilma da Silva, 40, que mora no mesmo bairro que Meire Piveta, com a diferença de um rua de distância, afirma que também viu o que acredita ser a mesma procissão. “Acordei por volta de três da manhã, e ouvi o som de várias pessoas rezando. Mas não levantei para ver, virei e dormi novamente”. Mesmo ouvindo as orações, Dilma afirma que não acredita em visagens, lendas ou assombrações.

Cobra-Grande - Conhecida pelos Índios como Paranamaia, que quer dizer mãe d'água em tupi, a cobra grande também responde pelo nome de demônio das profundezas. Umas das lendas mais conhecidas da região amazônica, pode-se ver retratada de diversas formas em cada região. Em Belém, diz a lenda que a cidade foi fundada sobre a casa de uma grande cobra, e que se a mesma, sair do lugar, Belém será submersa pelas águas.

Alguns contam que a lenda foi modificada com a chegada de missionários a capital, que ao chegarem ouviram a lenda e resolveram esmagar a cobra, colocando-lhe a cabeça justamente sob os pés de Nossa Senhora a Virgem Maria. Contam os antigos que a cobra-grande esmagada tem a sua cabeça debaixo do altar mor da Catedral da Igreja da Sé e a sua calda sob o altar da Basílica. Pela vontade de conquistar novos crentes, os missionários tiveram que adaptar a Boiúna dos indígenas, esmagando-lhe a cabeça e a colocando sob o altar da Catedral da Sé, simbolizando com isso um sinal muito parecido a virgem esmagando a serpente que era a encarnação do demônio.

Na madrugada de 12 de Janeiro de 1970, houve um tremor de terra em Belém. Há quem acredite que era a Cobra se mexendo, e que saindo de seu repouso Belém será inundada.

Quem nunca ouvir falar em uma dessas histórias? Todo o paraense já ouviu pelo menos uma delas. Em tempos passados, quando Belém não tinha a estrutura que tem hoje e a falta de energia era constante, era possível, ver sob os quintais das casas, mesas rodeadas de pessoas, em volta do anfitrião da noite - que geralmente era a pessoa mais experiente do grupo - todos ficavam a espera do início da narração de contos fantásticos, histórias sobrenaturais, visagens, assombrações, enfim, ingredientes para despertar o imaginário, e embalar as noites frias, silenciosas e escuras, de uma capital que só estava no começo de sua história.

Ah! O bule de café não poderia faltar. Mas e para você? Não vale meio termo. Você acredita ou não?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Lembranças...

Hoje me peguei pensando em coisas que passaram, coisas que me fizeram tristes, mas que me fizeram alegres também. Como pode uma música trazer a tona sentimentos do passado? Foi assim que se deu minha crise momentanea de saudosismo. Tudo por causa do sax de Dexter Gordon.
Me fez voltar imagens de um tempo atrás, onde para ser feliz, só se precisava deitar no chão da sala, fechar os olhos, ficar quieta e se deleitar com o som desse maravilhoso saxofonista.
O tempo? Ah, esse era nosso melhor amigo, esses pequenos momentos eram alongados acho que por gostar e querer ser nosso cúmplice.
Hoje? Ele nos abandonou. Hoje o tempo é algo que nós vemos passar corrido, sem se importar conosco... com o que sobrou de nós. Acho que porque ele não acredita mais na proposta que tinhamos para nossas vidas. E sem ele ficou muito fácil darmos desculpas para o que nós fizemos de errado, ou melhor para o que não fizemos, para o que não tentamos.
Por isso, hoje só resta recordar. E quanto ao tempo? Esse se torna amigo de quem sabe o que fazer com ele.

E nós sabíamos antes.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Para Pensar!!!

O QUE APRENDI DEPOIS DOS 40...
Amor não se implora, não se pede não se espera... Amor se vive ou não. Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você. Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus paramostrar ao homem o que é fidelidade. Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. Perdoar e esquecer nos torna mais jovens. Água é um santo remédio. Deus inventou o choro para o homem não explodir. Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. Não existe comida ruim, existe comida mal temperada. A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos. A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. Filhos são presentes raros. De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações. Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor... O amor quebra barreiras, une facções,destrói preconceitos,cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente...
Arthur da Távola
Com 22...
Ainda estou na metade dessa jornada, mas gostaria de aprender ou intronizar, sei lá, tudo isso antes de chegar a essa idade. Mas é tão dificil. Por mais que saibamos que a vida é única, curta e preciosa demais para se perder tempo com coisas que não merecem nosso stress, rugas e preocupação. Pessoas que simplesmente não valem a pena, atos que não precisam chegar ao extremo, palavras que não precisam ser ditas. Por que mesmo assim não vivemos? Quando digo viver, estou falando mais do que simplesmente respirar, resolver problemas, ou empurrá-los com a "barriga" e se stressar.
Quantas vezes deixamos de falar para pessoas importantes o quanto gostamos delas e simplesmente as palavras faltaram, e quando vimos a oportunidade passou, se bem que na vida nós podemos fazer as oportunidades acontecerem . As vezes é preciso ouvir, não basta fazer sentir o "eu te amo", ouvir faz bem para o ego, é admirável dar a oportunidade para o outro se sentir importante. Quantas vezes não olhamos um dia lindo de sol, ou uma noite maravilhosa de lua, só porque estavamos "ocupados" demais para tanto?
Quantas vezes utilizamos realmente nosso corpo com algo que nos faça sentir bem? Quando realmente nos realizamos com ele?
Viver é a melhor arte, porque é a única em que já nascemos para o ofício, mas que nem todos estão aptos, pois não dominam todas as técnicas, ou não tem amor pelo trabalho de simplesmente viver.
Patrícia Teixeira

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Semiótica: 00

Imagem: Celivaldo Carneiro.
Santarém.
Blog do Jeso Carneiro.
Blogroll.

O que a imagem diz para você?

domingo, 10 de agosto de 2008

Série - Fotógrafos que fizeram história

FOX TALBOT (1800 - 1877)

Talbot foi um dos pioneiros na investigação e estudo do processo fotográfico. Criador do negativo, Talbot fazia experimentos no ínicio de seus estudos através do contato, tentando fazer cópias de silhuetas de folhas, plumas e etc.
"The pencil of Nature", o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografia, foi publicado por Talbot em 1844. O livro foi editado em seis grandes volumes com um total de 24 talbotipos originais, e continha a explicação detalhada de seus trabalhos, estabelecendo certos padrões de qualidade para a imagem.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Receita de mulher

As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

Vinícius de Moraes

sábado, 19 de julho de 2008

?

Você é proporcionalmente inferior a quem você deixa conquistar seu coração.
Afinal, quem é maior, o conquistador ou o conquistado?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Cientistas afirmam ter descoberto a parte do cérebro responsável pelo amor

Paixão apresenta uma dinâmica semelhante à da fome e da sede

O novo amor pode parecer para todo o mundo como uma doença mental, uma mistura de mania, demência e obsessão que afasta as pessoas de amigos, parentes e leva a um comportamento incomum --telefonemas compulsivos, serenatas, gritar dos telhados-- que poderia quase ser confundido com psicose.

Fonte: UOL1
Agora, pela primeira vez, os neurocientistas produziram imagens do cérebro desta atividade febril, antes de ela se estabelecer na fase vinho e rosas do romance ou da rotina conjunta dos cartões de festas assinados por ambos do compromisso de longo prazo.

Em uma análise das imagens que aparece na revista "The Journal of Neurophysiology", pesquisadores de Nova York e Nova Jersey argumentam que o amor romântico é um impulso biológico distinto do excitação sexual.

Ele está mais próximo em seu perfil neural a impulsos como fome, sede ou anseio por drogas, do que a estados emocionais como excitação ou afeição. À medida que o relacionamento se aprofunda, sugerem os escaneamentos do cérebro, a atividade neural associada ao amor romântico sofre leve alteração, e em alguns casos estimula áreas profundas do cérebro primitivo que estão envolvidas no compromisso de longo prazo.

A pesquisa ajuda a explicar o motivo de o amor produzir emoções tão díspares, de euforia e raiva até ansiedade, e o motivo de parecer se tornar ainda mais intenso quando se é privado dele. Em uma experiência separada, em andamento, os pesquisadores estão analisando imagens do cérebro de pessoas que foram rejeitadas pela pessoa amada.

"Quando você sofre deste amor romântico ele é esmagador, você fica fora de controle, irracional, você vai à academia às 6h todo dia --por quê? Porque ela está lá", disse a dra. Helen Fisher, uma antropóloga da Universidade Rutgers e co-autora da análise.

"E quando rejeitadas, algumas pessoas contemplam perseguição, homicídio, suicídio. Este impulso por amor romântico pode ser mais forte do que a vontade de viver."

A tecnologia de imagens do cérebro não pode ler a mente das pessoas, alertam os especialistas, e um fenômeno com tantos aspectos e influências sociais como o amor transcende simples gráficos de computador, como os produzidos pela técnica empregada no estudo, chamada de Imagem por Ressonância Magnética (IRM) funcional.

Ainda assim, o dr. Hans Breiter, diretor da Colaboração de Neurociência da Motivação e Emoção do Hospital Geral de Massachusetts, disse: "Eu desconfio de 95% da literatura de IRM, mas daria um 'A' para este estudo; ele realmente promove um avanço em termos da compreensão do amor passional".

Ele acrescentou: "Os resultados se enquadram muito bem dentro de um corpo maior e crescente de literatura que descreve o sistema de recompensa e aversão no cérebro, e coloca esta construção intelectual do amor diretamente no mesmo eixo das recompensas homeostáticas como comida, calor, anseio por drogas".

No estudo, Fisher, a dra. Lucy Brown da Faculdade Albert Einstein de Medicina, no Bronx, e o dr. Arthur Aron, um psicólogo da Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, lideraram uma equipe que analisou cerca de 2.500 imagens do cérebro de 17 estudantes universitários que estavam nas primeiras semanas ou meses de um novo amor.

Os estudantes olhavam para uma foto da pessoa amada enquanto um aparelho de IRM escaneava o cérebro deles. Os pesquisadores então compararam as imagens com outras obtidas enquanto os estudantes olhavam para uma foto de um conhecido.

A tecnologia de IRM funcional detecta o aumento ou diminuição do fluxo de sangue no cérebro, o que reflete mudanças na atividade neural.

No estudo, um mapa gerado por computador das áreas particularmente ativas mostrou pontos acesos nas profundezas do cérebro, abaixo da consciência, em áreas chamadas de núcleo caudado e área ventral tegumentar, que se comunicam uma com a outra como parte de um circuito.

Estas áreas possuem alta densidade de células que produzem ou recebem uma substância química do cérebro chamada dopamina, que circula ativamente quando as pessoas desejam ou antecipam uma recompensa.

Em estudos envolvendo apostadores, usuários de cocaína e até mesmo pessoas jogando jogos de computador por pequenas quantias de dinheiro, estes pontos de dopamina se tornam extremamente ativos quando as pessoas vencem, disseram os neurocientistas.

Mas se apaixonar está entre os comportamentos humanos mais irracionais, não apenas uma questão de satisfazer um simples prazer ou obter uma recompensa. E os pesquisadores descobriram que um ponto em particular nas imagens por ressonância magnética, no núcleo caudado, ficava particularmente ativo em pessoas que marcaram muitos pontos em um questionário que media o amor passional.

Esta região ligada à paixão estava no lado oposto do cérebro de outra área que registra atração física, descobriram os pesquisadores, e parece estar envolvida no anseio, desejo e na atração inexplicável que as pessoas sentem por alguém, entre muitos parceiros alternativos atraentes.

Esta distinção, entre achar alguém atraente e desejá-lo ou desejá-la, entre gostar e querer, "acontece em uma área do cérebro mamífero responsável pelas funções mais básicas, como comer, beber, o movimento dos olhos, tudo em um nível inconsciente, e não acho que alguém esperaria que esta parte do cérebro fosse tão especializada", disse Brown.

A intoxicação do novo amor abranda com o tempo, é claro, e resultados de escaneamentos do cérebro refletem alguma evidência desta mudança, disse Fisher.

Em um estudo anterior de IRM funcional do romance, publicado em 2000, pesquisadores da University College London monitoraram a atividade cerebral de homens e mulheres jovens que mantiveram relacionamentos por cerca de dois anos.

As imagens do cérebro, também obtidas enquanto os participantes olhavam fotos da pessoa amada, mostraram a ativação de muitas das mesmas áreas apontadas no novo estudo --mas significativamente menos na região ligada ao amor passional, ela disse.

No novo estudo, os pesquisadores também viram diferenças individuais em seu grupo de amantes aflitos, baseado em quanto tempo os participantes estavam nos relacionamentos.

Comparados com os estudantes que estavam nas primeiras semanas de um novo amor, aqueles que foram separados por um ano ou mais mostraram maior atividade significativa em uma área do cérebro associada ao compromisso de longo prazo.

No verão passado, cientistas na Universidade Emory em Atlanta informaram que ao injetar um único gene em um animal chamado rato-calunga, isto transformou machos promíscuos em pais que ficam em casa --ao ativar precisamente a mesma área do cérebro onde os pesquisadores no novo estudo encontraram aumento de atividade com o tempo.

"Isto é muito sugestivo de como ocorrem os processos de compromisso", disse Brown. "É possível imaginar um tempo em que em vez de ir ao (site) Match.com você poderá fazer um teste para descobrir se é do tipo que se compromete ou não."

Um motivo para o novo amor ser de parar o coração é a possibilidade, o medo sempre presente, de que o sentimento possa não ser inteiramente correspondido, de que o sonho possa acabar repentinamente.

Rompimento e caos

Em uma experiência posterior, Fisher, Aron e Brown realizaram escaneamentos dos cérebros de 17 homens e mulheres jovens que tinham sido recentemente abandonados por seus parceiros.

Como no estudo do novo amor, os pesquisadores compararam os dois conjuntos de imagens, um realizado quando os participantes estavam olhando para a foto de um amigo ou amiga, o outro quando olhavam para a foto do ou da ex.

Apesar de ainda estarem analisando as imagens, os pesquisadores notaram um resultado preliminar: o aumento da atividade em uma área do cérebro associada ao amor passional.

"Isto parece sugerir o que a literatura psicológica, a poesia e as pessoas já notaram há muito tempo: o fato de ser rejeitado na verdade acentua o amor romântico, um fenômeno que chamo de frustração-atração", disse Fisher em uma mensagem por e-mail.

Uma voluntária do estudo foi Suzanna Katz, 22 anos, de Nova York, que sofreu com o rompimento com seu namorado há três anos. Katz disse que se tornou hiperativa para se distrair após a separação, mas disse que ainda sente momentos de sofrimento físico, como se estive se curando de uma droga.

"Tinha pouco a ver com ele, e mais com o fato de que havia algo lá, dentro de mim, uma esperança, um conhecimento da existência de alguém lá fora para você e que você é capaz de se sentir desta forma, e repentinamente me senti como se isso tivesse sido perdido", disse ela em uma entrevista.

E não é de se estranhar.

Em uma série de estudos, os pesquisadores descobriram que, entre outros processos, o novo amor envolve a internalização psicológica da pessoa amada, absorvendo elementos das opiniões da outra pessoa, hobbies, expressões e personalidade, assim como o compartilhamento dos seus próprios.

"A expansão do eu ocorre muito rapidamente, é uma das experiências mais estimulantes que existem e, tirando a ameaça à nossa sobrevivência, é uma das que mais nos motiva", disse Aron, da Estadual de Nova York, um co-autor do estudo.

Perder tudo isto, de uma só vez, enquanto ainda está apaixonado, provoca o caos nas áreas emocionais, cognitivas e de recompensa mais profundas do cérebro. Mas o aumento da atividade nestas áreas inevitavelmente se acalma. E os circuitos no cérebro relacionados à paixão permanecem intactos, disseram os pesquisadores -intactos e capazes de com o tempo serem ativados por uma nova pessoa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

sábado, 8 de setembro de 2007

Estréia!!!!!!!

Como uma virgem que está a um passo de sua primeira noite de amor. Assim estou me sentindo ao colocar no ar meu blog. O friozinho na barriga está quase se apoderando do corpo inteiro. Mas o novo me atrai e a idéia de expressar minhas idéias, me fascina. O clichê, “como se fosse o nascimento de um filho”, já está ultrapassado, mas é bem essa a sensação. E quanto a você que está lendo, todas as informações aqui contidas não valeriam a pena, se não fosse você(outro clichê, o que se pode fazer, né?). Mas prometo que todas essas informações, não terão nada de demodê. Puxem a minha orelha, se isso acontecer. Aqui escreverei um pouco de tudo, política(espero estar a altura), cultura(pra quem me conhece nem preciso comentar, e para os que não me conhecem, saberão com o tempo), música(coisa que respiro), jornalismo(estou caminhando), semiótica(minha atual paixão, e espero a contribuição de todos, para análise), e um pouco de um bom besteirol, pois não sou de ferro. Eis a partir de agora minha impressões e expressões.